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03 ATITUDES QUE PODEM TE FAZER UMA MÃE OU UM PAI MELHOR

No consultório ouço diariamente pais falarem o quanto é difícil ser mãe e pai, do medo de errar na educação dos filhos. É como se pudessem ser algo a mais ou melhor para os filhos, mas sem saber ao certo por onde começar.

Acredito que o primeiro passo para ser uma pessoa melhor é pensar sobre como tratamos a nós mesmos, pois só vamos conseguir oferecer para qualquer pessoa aquilo que levamos dentro de nós. Esse é um dos principais fatores que contribuem para sermos felizes e transmitirmos bons valores aos pequenos. E se os pais não estão agindo de uma maneira melhor para si mesmo, como podem esperar que o filho tenha um comportamento positivo consigo e com os outros?

Antes do encontro com as crianças é importante assumirmos alguns compromissos com a gente mesmo. Isso gera mais satisfação, maior liberdade para agir e como conseqüência cria uma rede de cooperação na família.

Veja algumas atitudes que podem te ajudar nesse processo:

1. Comprometa-se a cuidar de si mesmo. Isso significa integrar diariamente atitudes sustentáveis em sua vida para manter em equilíbrio o corpo e a mente. Quando cuidamos da nossa higiene, saúde, aparência e nosso estado emocional, estamos ensinando aos pequenos o quanto tudo isso é valioso para nos sentirmos mais plenos e poder desfrutar da vida com qualidade.

2. Permita-se errar. Bater a chibata nas costas e agir de forma passiva ou reagindo a tudo instantaneamente, ao contrário do que imaginamos, gera ainda mais sofrimento. A felicidade pede da gente uma movimentação constante e a capacidade de suportar uma porção de incertezas em relação a vida. Então, se te faltar qualquer resposta durante a educação do seu filho, aceite com o coração aberto esse desconhecimento de quem não pode estar sempre no controle de tudo. Mesmo que no começo se sinta perdido e apreensivo o tempo mostrará que o novo cenário pode ser mais confortável de viver do que o antigo. Agindo desta maneira, mostramos para as crianças que podemos sempre arriscar e ter as conseqüências naturais de viver algo novo. Além de ser um movimento libertador é também uma maneira mais leve de encararmos nossas fragilidades humanas.

3. Tenha momentos de prazer. Quando os pais me contam que fazem de tudo pela felicidade dos filhos, ao mesmo tempo em que acho essa disponibilidade de uma generosidade incrível, fico com uma dúvida se existe algum espaço(cronológico, físico e emocional) para fazerem algo por si mesmos. É importante mantermos a vida conjugal, social e individual tão alimentada constantemente quanto a profissional e familiar. Realizar uma atividade que seja prazerosa para nós, não deve ser vista como egoísmo, mas como um movimento que ajuda na manutenção de todas as áreas da nossa vida. Momentos para recarregar as energias e estimular toda a vitalidade que existe dentro de todos nós de diferentes formas. Pois nem sempre o que me energiza é o que faz o outro também se sentir revitalizado. Isso ensina que o respeito e amor está sempre preservado, independente da presença ou ausência física de qualquer membro da família.

Esse é um processo que exige uma dose grande de dedicação, esforço e otimismo. Entenda que não existe pai perfeito, mãe perfeita, filho perfeito ou família perfeita. Existem famílias que vivem no amor e aprendizado constante um com o outro. A única maneira de criar este tipo de família é fazer escolhas diárias que te levam nessa direção. Não é mágica, apenas um trabalho de correção de curso para permanecer no caminho desejado e que seja gratificante para todos. Ofereça sempre o melhor amor para você e para os outros e verá como sua vida se transforma.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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