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5 ALTERNATIVAS PARA NÃO BATER OU COLOCAR DE CASTIGO

Corrigir o comportamento das crianças é um grande desafio para nós. Esse é um dos aspectos mais eficientes da educação dos pequenos quando utilizado com respeito, amor e consciência. Muitos pais se sentem desconfortáveis quando usam métodos punitivos, deixam de castigo ou batem em seus filhos. Acreditam que se não punirem, como vão garantir que o mau comportamento não aconteça novamente e os filhos aprendam o que é certo e errado?

Na educação dos pequenos existem muitos caminhos a seguir para que as crianças aprendam a ser responsáveis, carinhosas e seus comportamentos sejam aceitáveis socialmente. Aqui vou apresentar alguns:

1. Seja o modelo de como quer que seu filho se comporte

A maior parte do aprendizado da criança acontece através da observação. Aos poucos elas vão reproduzindo aquilo que percebem a sua volta. Por isso, precisamos nos comportar da mesma maneira como gostaríamos que elas se comportem. Quantas vezes você já viu pais falando para o filho não gritar, quando eles mesmo estavam fazendo isso? Ou então se comportando de uma maneira que repreenderiam seus filhos se eles estivessem fazendo aquilo?

Além do imenso poder de cura e purificação, quando somos gratos ou pedimos desculpas, mostramos que somos humanos, que reconhecemos as gentilezas da vida, mas também podemos errar e assumir nossos erros. Isso reforça nossa autoconfiança, faz com que as crianças confiem em nós e desenvolvam sua autoconfiança.

Quando criamos o hábito de tratamos a nós mesmos e os outros com todo respeito, cuidado e amor merecido, esse processo com os pequenos acontece de forma muito natural.

2. Coloque-se no lugar do seu filho

Em muitos momentos nos esquecemos como é ser criança e seguimos julgando seu comportamento, rotulando o que ela fala ou faz. Quando vemos o mundo a partir do ponto de vista da criança, podemos compreender o que ela enfrenta no mundo e nos lembrar quem ela é de verdade. Mesmo que as crianças reproduzam comportamentos e tenham características semelhantes, não são réplicas dos pais. Elas tem seus próprios interesses, desejos, opiniões e uma personalidade que precisamos respeitar.

Imagine-se no lugar do seu filho e veja como você se mostra para ele. Seus sentimentos e pontos de vista são respeitados? É respeitoso com você e com outras pessoas? Seus pais contribuem para a alegria da família ou são tão controladores que impedem a harmonia entre vocês?

Essa consciência de quem somos e quem as crianças são nos ajudam a criá-las com mais gentileza.

3. Atente-se às necessidade do seu filho

Por trás de todo o comportamento infantil há uma emoção que os pequenos estão tentando comunicar da única maneira que eles sabem, na maioria das vezes, através da birra e do choro. Na tentativa de evitar a repetição de um mau comportamento, reagimos rapidamente e ignoramos ou punimos a atitude da criança.

É importante lembrarmos que o comportamento e sua causa nem sempre estão relacionados. As crianças transportam emoções e sentimentos para outros locais e situações. Muitas vezes, o comportamento que parece “desobediente”, pode ser uma exploração infantil inocente em busca de mais conhecimento. Ou então, é apenas uma forma de comunicar uma necessidade não atendida. Então, quando agimos impulsivamente, perdemos a chance de ouvir o que elas estão tentando nos dizer e impedindo que comuniquem suas necessidades para nós.

Se confiarmos que as crianças fazem o melhor que podem, fica mais fácil aceitarmos que elas ainda estão aprendendo e descobrindo os seus próprios caminhos no mundo.

4. Identifique e responda às necessidades do seu filho

Essa resposta nem sempre é obvia e fácil de identificar, já que freqüentemente as crianças se comunicam com ações e não com palavras.

Quando elas ficam agitadas, mal humoradas ou mostrando um comportamento inadequado, pode ser que precisem pular/correr/brincar. Elas podem precisar de um tempo em silêncio ou sozinhas. Elas podem estar se sentindo tristes ou chateadas. Podem precisar apenas de um aconchego, um cafuné, um banho quente, um colo ou a leitura de um livro com mensagens positivas. Elas podem precisar de você para conversar, decifrar todas essas coisas, ajudá-la a se encontrar e entender o que está vivendo ou sentindo.

Continue disponível e presente na vida do seu filho e você será capaz de identificar quando ele estiver “fora de si” e responderá adequadamente.

5. No lugar dos “Nãos”, dê informações e ofereça alternativas

Se a criança pede algo que você não concorda, ao invés de um sonoro NÃO, ofereça alternativas aceitáveis para vocês dois. Por exemplo, ela quer desenhar no sofá. Uma alternativa seria explicar que essa atitude danificaria o móvel e que você gosta dele bonito. Entendendo o por que ela quer fazer isso, podemos descobrir que ela gosta de desenhar sentada ou em lugares confortáveis, ou que gosta de desenhar coisas grandes e o papel é muito pequeno. Sugira alternativas a essas descobertas, mostrando que você está do lado dela. Juntos, tentem encontrar maneiras que ela faça o que quer fazer. Isso vai reforçar a confiança dela em você e transformar vocês em parceiros dessa jornada de aprendizado e não em adversários.

Ao invés de tentar mudar seu filho, tente se conectar em mudar sua perspectiva. Esteja de verdade com ele, olhando para ele, sentado no chão, se sujando, brincando com ele, seguindo seus interesses e compartilhando os seus com ele. Tudo isso ajuda no processo de nos colocarmos em um lugar mais positivo e restaurarmos a paz.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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