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10 PASSOS PARA EVITAR O GRITO E SER OUVIDO PELOS FILHOS

No grande desafio de ensinar algumas coisas para os pequenos, muitos pais recorrem ao grito para ter atenção, ser ouvido e entendido pelos filhos.

A verdade é que gritar assusta as crianças e faz com que elas fechem seu coração para nós. Quando gritamos, as crianças entram em luta, fuga ou congelamento e assim param de aprender tudo o que estávamos tentando ensinar. Além disso, ensinamos que elas podem gritar com a gente e não nos ouçam enquanto não gritarmos.

Sei que muitos pais não gostam de levantar a voz com os filhos, mas não sabem como lidar com a sua raiva e agir de outra forma.

Vejo que uma das maneiras de se tornar a mãe ou o pai que quer ser para o filho é olhando para si mesmo com compaixão. Isso significa olhar-se com amor através de suas próprias emoções e fragilidades de modo que elas não sejam projetadas no filho. O treino para alcançar esse objetivo é:

1. Comprometa-se com você e principalmente com o seu filho que você vai usar uma voz respeitosa e quando isso não acontecer que ele pode te sinalizar. Diga que você também está aprendendo como ser mãe ou pai, então, você vai cometer erros, mas com o seu interesse e a ajuda dele, você vai ficar cada vez melhor.

2. Perceba que o seu primeiro trabalho como mãe ou pai é gerenciar as suas próprias emoções para ajudar o seu filho a administrar as dele também.

3. Lembre-se de que as crianças vão agir como crianças. Elas são seres humanos imaturos em constante aprendizado, mas como todos os outros, elas não gostam de se sentir controladas.

4. Mesmo quando estiver estabelecendo limites, procure ver as coisas do ponto de vista do seu filho, observando qual a real necessidade dele quando age de determinada maneira. Quando as crianças sentem que estamos ao lado delas, elas querem “se comportar” e tendem a aceitar melhor os limites.

5. Seja empático quando seu filho expressar qualquer emoção. Assim, ele se sente compreendido e começa a aceitar seus próprios sentimentos. Esse é o primeiro passo para ele aprender a gerenciar suas emoções e aos poucos ir administrando o seu comportamento também.

6. Pare de acumular pequenos ressentimentos que você foi tendo durante o dia, meses ou anos. Ao invés disso, assuma a responsabilidade por seu próprio estado de espírito, se posicione diante das situações, momento a momento, e dê o que você precisa para se sentir melhor.

7. Quando ficar com raiva, pare. Fique quieto, não faça nada ou tome qualquer decisão. Se você já está gritando, pare no meio da frase, peça desculpas e combine que só continuará a conversa quando você estiver calmo.

8. Beba água, caminhe ou faça qualquer coisa que direcione sua atenção para o seu estado interior. Entenda se a sua raiva é um medo, tristeza ou decepção. Caso sinta vontade, deixe as lágrimas caírem. Quando nos permitimos sentir o que está escondido na raiva, vamos diminuindo sua intensidade e impedindo que se transforme em irritabilidade, rancor, agressividade e crueldade. Veja, o ponto não é evitar de sentir a raiva, mas não permitir que ela se torne tão poderosa e nos escravize.

9. Encontre a sua própria sabedoria. Deste lugar mais tranqüilo, imagine que há um anjo em seu ombro que vê a situação de forma objetiva e quer o melhor para todos. Ele te fala coisas do tipo: “você não tem que “ganhar” do seu filho, saia do confronto e perceba que acreditar que você está certo e ele errado, faz com que vocês se distanciem um do outro. Tenho certeza que o que você mais deseja é estar ao lado dele, por isso tente de outra forma.”

10. Tome uma atitude positiva. Isso pode significar que você tenha que se desculpar. Pode ser também que tenha que pedir ao seu filho para começarem tudo de novo. Ou então, você descobre que a única coisa que ele precisa é de um colo onde se sinta seguro e protegido para chorar. Pode ser também que você esteja apenas cansada do trabalho doméstico e precise se aconchegar debaixo das cobertas com seu filho e alguns livros até que todos se sintam melhor. Basta dar um passo para ajudar todo mundo a se sentir melhor e fazer o melhor, inclusive você.

Esse é um treino constante. Pode ser que no começo você se lembre desse exercício após o primeiro grito, mas com a prática, logo estará pensando antes de falar e quando perceber terá passado muito tempo da ultima vez que alterou sua voz.

A melhor notícia é que através de você, a família toda estará treinando para não entrar em confrontos, cooperar mais e ouvir um ao outro sem precisar alterar o tom da voz para ser percebido, ouvido e entendido.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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