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ansiedade de separacao

4 DICAS PARA LIDAR COM A ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO DAS CRIANÇAS

Já reparou que algumas crianças choram quando a mãe se afasta, mesmo quando estão no colo ou de mãos dadas com o pai?

Isso acontece porque a criança ainda não guarda a imagem dos pais em mente, mas já aprendeu que algumas pessoas são fundamentais para a sua sobrevivência e felicidade.

Mesmo tendo essa percepção, ela não entende muito bem o que faz essas pessoas aparecerem e desaparecerem. Gosta da brincadeira de esconder o rosto, mas ainda não gosta de brincar de esconde-esconde, pelo medo dessas pessoas sumirem para sempre.

Então, quando vive uma situação de estresse (por exemplo: perder a mãe de vista) essa imagem desaparece também de sua mente e a criança expressa sua preocupação chorando ou se agarrando à mãe.

A ansiedade de separação tem seu início em crianças entre 7 e 12 meses, chega ao seu grau máximo entre 10 e 15 meses e tende a diminuir por volta dos 3 ou 4 anos.

Esse é um processo que faz parte do desenvolvimento dos pequenos e para ajudar seu filho a lembrar de você e lidar melhor com a sua ausência, existem alguns caminhos particularmente úteis para crianças bastante apegadas ou que precisam ficar o tempo todo muito perto da mãe:

1 – Pratique separações visuais rápidas

Durante o tempo que passam juntos, crie oportunidades de expor a criança à separações visuais breves, seguras e prazerosas para que ela perceba que você está por perto, mesmo que ela não possa te ver. Brincar de se esconder e aparecer é ótimo, os pequenos adoram!!

É importante que essas separações aconteçam de forma natural, gradativa e numa variedade de situações diferentes.

2 – Evite a transferência direta de um colo para outro

É comum passar a criança do colo de uma pessoa para outro. O ponto é que essa ação direta, de sair da segurança dos braços da mãe e ser transferida para os braços de outra pessoa menos familiar, gera na criança uma ansiedade. Na cabeça dos pequenos a separação física de alguém que tem muito contato é uma das mais difíceis de serem toleradas.

A boa noticia é que podemos ajudar a diminuir essa sensação de ansiedade.

Antes da passagem para o outro colo, é importante estimular ao máximo a interação entre a criança e a outra pessoa. Também ajuda fazer essa mudança colocando primeiro a criança em um lugar neutro, como no chão, sofá ou sentado no bebê conforto, até que ela se familiarize mais com o novo rosto e consiga ficar no outro colo tranquilamente.

3 – Se faça presente na ausência

Na necessidade de se manter separado por algum tempo da criança, deixe com ela uma foto sua, cartinha ou paninho com o seu cheiro. Assim, ela tem um pouquinho de você sempre que quiser e a conexão entre vocês se mantém. Aos poucos ela forma a sua imagem na mente e o choro tende a acabar.

4 – Encare a ansiedade de separação como um sinal positivo

É maravilhoso perceber que os filhos tem uma relação de proximidade e carinho com os pais. Tenha paciência, relaxe suas expectativas de independência e veja como isso contribui para o seu filho também relaxar e sentir menos ansiedade nos momentos que vocês precisarem se separar um do outro.

 

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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2 comments

Boa noite, estou desesperada. Minha filha está com 1 ano e 7 meses agora e iniciou na escola no dia 26.01 e desde então tem sido um sofrimento diário as idas a escola. Sou pedagoga, dou aula no mesmo colégio e sou eu quem levo ela para a escola e entrego ela a berçarista. Mas tem sido um sofrimento sem tamanho…ela chora o tempo inteiro, não aceita mamadeira, fruta, comida e nem água. Ela passa 5 horas na escola sem comer e beber nada. Hoje levei bonecas e livros que ela gosta para ver se ela ficava mais tranquila, mas as tias disseram que não, que ela continua só chorando e recusando tudo que lhe é oferecido. Eu não sei o que fazer para amenizar esse sofrimento dela… Fico me perguntando até quando será dessa maneira, essa adaptação que não parece ter melhora. O que eu devo fazer? Por favor me ajude…

Olá Andréa, entendo a dor de vocês.
Ao vivermos uma situação nova, o medo aparece como tentativa de evitarmos um dano fisico ou psicólogo. Algumas pessoas sentem mais, outras menos, mas todos nós estamos constantemente aprendendo a lidar com o medo que nos incomoda e nos prende.
As crianças também tem esse medo e chorar é uma maneira de liberar a tensão que sentem. Se recusar a comer é outro sinal de que vive uma situação de estresse que está difícil gerenciar sozinha. Na faixa de idade da sua filha, ela ainda precisa de um adulto para atravessar todas essas emoções. Nesses casos, manifestarmos empatia gera mais resultados do que consolar.
Outro ponto que também influencia no grau de dificuldade desse processo de adaptação escolar das crianças é a postura dos pais. Transmitir segurança, confiança e parceria, ajudam muito.
Sugiro que observe a maneira como foi feita a passagem dela para esse novo ambiente escolar. Como foi o encontro dela com a escola, com a sala, com os novos objetos, com as novas crianças e adultos presentes e como está sendo oferecida e servida essa comida. Talvez seja o caso de retomar esse processo de uma outra forma para que sua filha se sinta mais segura.
Muitas vezes não nos damos conta, mas na intenção de protege-las, fazemos algo no lugar da criança ou guiamos demais os seus passo. Assim, elas sofrem a ação ao invés de escolher como agir e isso reforça mais o medo. Elas precisam se sentir ativas para a insegurança e o medo diminuírem. Descrever tudo o que está vendo do ambiente e da situação antes de incentivá-la a agir, também ajudará.
Boa jornada!!
Com amor, Ana Flávia

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