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5 DICAS PARA NAMORAR APÓS A SEPARAÇÃO

Recebo muitos pedidos de ajuda de mães em situações bem parecidas com esta. Por isso, selecionei um email para usar como ponto de partida para as respostas.

“Eu e o pai do meu filho não estamos juntos desde quando ele nasceu. Neste período sai com algumas pessoas mas ele nunca teve contato, exceto um amigo meu, que ele já conhecia, com quem estou ha quase 1 ano. Pois bem… Meu filho se apegou a este cara de tal forma… Pede para ele buscar na escola, cita ele constantemente… e o que me deixou chocada foi um desenho que ele fez na escola, me mostrou dizendo que ele fazia parte da família e que tinha esquecido de desenhar o papai. Devo me preocupar?! Conversando, quando questiono porque ele sempre cita ele, me diz que é porque gosta muito dele. E aí? Até hoje eu não assumi um compromisso mesmo com ele porque tenho um pouco de medo do meu filho se apegar demais, se iludir… sei lá… como faz? Tenho medo de ele trocar os papeis de quem é o pai, mesmo porque o pai ele não vê com freqüência por estar morando em outra cidade. Jussara.”

Olá Jussara, entendo sua preocupação com o apego do seu filho por esta pessoa que você está se relacionando, afinal as escolhas que você faz refletem na vida dele também. Então, é natural surgirem duvidas de como agir nesse novo cenário.

O término de uma relação é sempre um momento delicado, independente do tempo e circunstâncias em que o casal ficou junto. Mesmo que a gente não goste e tente impedir sua fluidez, existem algumas etapas importantes a serem vividas após o momento da separação, pois é isso que nos auxilia a dar os próximos passos em uma nova relação. Talvez, você esteja esquecendo de algumas delas.

Redescubra o sentido da vida

Quando estamos em um relacionamento amoroso, é comum associarmos o sentido da nossa vida com a existência do nosso companheiro. Confundimos nossos projetos de vida e sem perceber algumas pessoas direcionam todas as suas chances de serem feliz na mão de outra pessoa. Sentir a felicidade, depende somente de nós mesmos e descobrir o sentido da nossa vida nos devolve a capacidade de escolher conscientemente qual o caminho seguir, mesmo que outras pessoas participem, a escolha final é sempre nossa. Podemos sim ficar ainda mais feliz na companhia do outro, mas isso não deve ser condição crucial para a nossa sensação de felicidade. Separar-se de alguém com quem trocamos afeto, companheirismo, aprendizado, entre outras coisas, é um momento muito triste e um processo de luto precisa acontecer dentro de nós (entenda mais sobre o luto AQUI). Cada sentimento vai cumprir uma função durante esse processo de ressignificação. Algumas ações e exercícios mentais nos ajudam a diminuir a dor desse processo e acelerar a cura. Isso nos ajuda a diminuir a expectativa e responsabilidade sobre o outro no próximo relacionamento. Além disso, ter essa consciência nos faz perceber que a vida vai continuar, mesmo que a gente não permaneça junto daquela pessoa.

Reorganize as emoções

O tempo de todo esse processo varia de pessoa para pessoa. O essencial é que este período nos ajude a buscar nosso equilíbrio emocional. Esse é um dos principais fatores que interferem na relação do filho com o pai e do filho com um futuro namorado. Por exemplo, se mantermos por muito tempo a raiva do ex conjugue, maior será a probabilidade da relação do filho com esse pai ser distante, com pouca entrega ou trocas genuínas.

O início de uma nova relação também pede esse cuidado, atenção e muita conversa até que aconteça a apresentação entre filho e namorado. Tanto com o novo parceiro quanto com o filho é possível manter uma relação de respeito e sinceridade. Nesse momento devemos pensar se esta é a pessoa que queremos ao nosso lado, se realmente vale a pena investir nesse namoro e se vale a pena as crianças e o resto da família conhecerem. Porque as crianças gostam de pessoas e podem se apegar à elas. Se apresentamos alguém que não vamos investir nossas energias, isso faz com que as crianças percam a compreensão do que é amor entre casais. Além disso, essas certezas garantem que a apresentação e convivência da criança e da família com esse novo parceiro não seja de conflito, gere menos dificuldades e aceitação por parte de todos.

Reflita sobre suas relações

Na correria do dia a dia, algumas pessoas se esquecem de olhar a forma como se relacionam com as pessoas. Alguns se relacionam com superficialidade, pouco interesse, com pressa ou impondo suas vontades aos outros. Procure pensar de forma crítica sobre suas atitudes com o propósito de aprender e amadurecer. Isso ajuda a fortalecer vínculos, extraindo o que eles tem de melhor, principalmente nessa ponte entre filho com pai e namorado. Conversando, todos os papéis ficam assegurados e todos podem se relacionar com o respeito merecido. O pai será sempre pai e o namorado será mais uma pessoa para compartilhar amor, ambos podem ser especiais e referências importantes na vida da criança.

Mude o que for necessário

É pouco funcional termos apenas uma motivação de vida, seja ela um parceiro amoroso para vida toda, um filho ou uma carreira de sucesso. Se isso acontece é um sinal de que algo precisa ser mudado. Devemos sempre fortalecer nossas amizades, estreitar laços familiares, buscar e dedicar-se a um trabalho realizador e cultivar o corpo e mente saudável. Para isso, é necessário identificarmos o que não está funcionando bem, termos força de vontade, dedicação e muito amor pela nossa coragem de transformar as coisas.

Abra-se para o amor

Ao ajustarmos todo esse cenário, nos abrimos para as novas experiências e conseguimos amar novamente.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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