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6 ATITUDES PARA DESENVOLVER A AUTONOMIA DAS CRIANÇAS

É natural que até por volta de 2 anos os pais emprestem seu corpo para os filhos, pegam no colo para levá-lo a algum lugar, dão os alimentos na boca, troque a fralda, mas a partir do momento em que a criança anda e se comunica minimamente, é importante permitir que ela faça algumas coisas sozinha. Esse será o treino para desenvolver sua autonomia, tão importante para melhorar sua capacidade de memória, pensamento e resolução de problemas. Por isso, selecionei algumas atitudes que podemos ter para ajudá-las nesse processo.

1.Ao invés de perguntar, descreva a situação :

Sem perceber, muitas vezes “bombardeamos” as crianças de perguntas para saber sobre algo que, pra gente, ainda não está muito claro. Quando fazemos isso, prejudicamos o aprendizado tão rico das crianças perceberem a situação para depois agir.

Um caminho possível para quebrarmos esse ciclo de reatividade e nos manter em sintonia profunda com as crianças é descrever a situação. Assim, elas podem se conscientizar do que estão fazendo e escolher os caminhos que pode seguir.

2.Mais conseqüências, menos castigo:

Ao ser castigada, a criança se sente pressionada e se distancia emocionalmente dos pais por não perceber a ligação coerente do castigo com aquilo que ela fez. Quando recebe nossa ajuda para pensar que atitude ela pode ter e quais as possibilidades de resultado terá, começa a viver a percepção de todos os caminhos que pode percorrer e suas possíveis conseqüências, antes mesmo de vivê-los.

Experimente oferecer ao menos duas opções com a ação e sua conseqüência e se surpreenda com a capacidade das crianças em refletir e fazer boas escolhas. Cumpra os combinados, os conflitos desaparecem e as rotinas ficam mais tranqüilas e feliz.

3.Não tenha pressa para responder as perguntas:

As crianças fazem muitas perguntas, mas essa também é uma forma de processarem o que estão vendo na sua cabeça e assim explorar com a gente esse universo interno desconhecido. Então, quando surgirem questionamentos, observe por um tempinho. Se a criança não encontrar a resposta sozinha, aí sim, ajude-a na compreensão daquela dúvida.

4.Mostre respeito pelas tentativas da criança:

Enquanto a criança tenta descobrir a resposta a um desafio que ela tem, pode ser que cometa equívocos e tente encaixar uma peça do brinquedo em um lugar que não cabe.

Nesses casos, evite rir, criticar, ser sarcástico, fazer muitas perguntas. É importante que a gente demonstre respeito a essas tentativas de “erro e acerto”. Assim, ela percebe que acreditamos na sua capacidade e não tiramos dela a esperança de que consegue solucionar algo que parece difícil.

5.Faça COM a criança, evite fazer POR ela:

Mais do que um direcionamento, as crianças querem participar e precisam de um modelo de aprendizado. Ao caminharmos juntos, empoderamos as capacidades da criança de experimentar e aprender. As negociações diminuem e a cooperação se torna algo natural na rotina da família.

6.Oriente, mas siga a direção da criança:

Desde que não coloque a vida de ninguém em risco, podemos brincar sem corrigir, repreender ou direcionar a brincadeira. No mesmo caminho, apresentamos a nossa existência em sua vida e deixamos a criança se apresentar como verdadeiramente é. Juntos, cultivamos a liberdade, facilidade para se expressar, ampliar consciência e abertura para novas possibilidades de existir e se relacionar.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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