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A IMPORTÂNCIA DO CHORO

A maioria de nós, adultos, quando vê uma criança chorar, demonstra uma inquietação e a reação mais comum é dizer “não precisa chorar”, “já passou” ou então “pare já com isso”.

Sabemos que os pequenos precisam da constância do nosso apoio para se desenvolverem e por isso quando estão chateados, nos aproximamos deles, exatamente como deveríamos fazer. Oferecemos nossa presença, nosso toque, nossas formas de acalmar, talvez uma distração para ajudar a eliminar os aborrecimentos e protegê-los das adversidades da vida.

Mas, se observarmos cuidadosamente a criança que acabamos de tranqüilizar ou silenciar, percebemos um período de confusão emocional logo após essa nossa mediação. Ela se mostrará pouco interessada em seguir adiante, como se estivesse indisposta para se conectar com a gente.

Isso acontece porque diariamente pequenas coisas vão danificando o senso de segurança da criança. Quando fica chateada, ela se sente sozinha, vulnerável e talvez não encontre espaço para sentir e vivenciar esses desconfortos.

Ela experimenta todo o ressentimento associado àqueles incômodos e tem que lidar com uma avalanche de sentimentos difíceis de administrar. Então, um pequeno incidente ao longo do dia pode trazer à tona esses sentimentos acumulados de momentos anteriores difíceis que ela ainda guarda. Esse é o famoso “do nada, ela mordeu o irmão”. Nunca é “do nada”, estava no reservatório de sentimentos.

As emoções estão a todo momento nos lembrando de passarmos por cada uma delas e depois voltarmos ao nosso eixo central de amor e felicidade. Dificilmente conseguiremos fazer essa passagem de uma maneira saudável se negarmos a existência da tristeza, raiva e medo.

Assim como a gargalhada extravasa a alegria e o abraço libera o amor, o choro também é fundamental para fazer a manutenção da tristeza, raiva, medo e nos impulsionar para melhorar aquilo que nos incomoda.

Ao deixarmos a criança expressar o que sente, escutando atentamente sem a intenção de acalmar ou consertar algo, ajudamos a voltar ao seu eixo central, a superar a adversidade, ao invés de evitar o sentimento que a adversidade provoca.

As crianças precisam sentir esse amor através da gentileza nas atitudes, nos olhos, na voz e através do contato físico. Algumas se beneficiam mais quando tem espaço para se debater durante sua irritação, o que não nos impede de dizer algo como “Estou com você e respeito o que está sentindo” entre um momento e outro de silêncio.

Quando eles sentem o nosso apoio, isto intensifica seus sentimentos, assim extravasa mais rapidamente e acelera o seu processo de cura natural. Provavelmente seu filho irá chorar mais forte, mostrar as emoções mais intensas até não mais senti-las. Mas, ao terminar, estará confiante, pronto para seguir em frente, sem se sentir intimidado pelos desafios da vida e até vai parecer que nada tinha acontecido há alguns minutos atrás.

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