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alimentação e desenvolvimento da fala

ALIMENTAÇÃO X DESENVOLVIMENTO DA FALA

Em outros posts, falei para vocês sobre alguns aspectos que podem favorecer o processo de desenvolvimento de linguagem das crianças. Hoje, vamos conversar sobre a importância da alimentação nesse processo. Isto porque o desenvolvimento das estruturas orais responsáveis pelo falar (lábios, língua, bochechas, dentes, gengivas e palato) está diretamente ligado às funções alimentares de sucção, deglutição e mastigação, à respiração e, por fim, também aos hábitos orais como o uso da mamadeira, chupeta e sucção de dedo.

Depois do nascimento, é muito importante que haja uma sincronia entre a respiração, a sucção e deglutição que, neste período, ainda é involuntária. Posteriormente, através das experiências, esse uso se tornará voluntário a partir do padrão evolutivo natural. Chega-se, então, a idade da primeira papinha, que varia muito de acordo com a orientação do pediatra. E é nesse momento que devemos dar ainda mais atenção à alimentação das crianças, não apenas pelas questões nutricionais envolvidas, mas pelos aspectos relacionados ao desenvolvimento do sistema sensório motor e, consequentemente, da fala.

A variação de diferentes consistências e texturas na alimentação possibilita as estruturas da boca experiências importantes para o aprendizado de novos movimentos e um bom crescimento. Nesse sentido, é fundamental que os pequenos tenham um repertório ampliado em relação aos hábitos alimentares: comer alimentos duros, por exemplo, precisa ser incentivado. Quando a criança ingere apenas alimentos moles, a musculatura pode ficar flácida, aumentando as possibilidades de alterações na fala e no posicionamento dos dentes, já que para produzir alguns fonemas a língua precisa ter um tônus fortalecido para realizar os movimentos esperados.

A utilização de diferentes utensílios como copo, colher e canudo também faz com que os músculos experimentem movimentos e funções diferentes e comecem a se fortalecer e se preparar para a articulação de sons. Por isso, é fundamental que haja uma alternância entre as refeições pastosas e sólidas, de modo que os pais e bebês/crianças sintam-se seguros e confortáveis. Desta forma, toda a estrutura da região oral estará pronta a fala!

Até a próxima!

Flávia Cardoso,

Fonoaudióloga, mestre e especialista em linguagem pela PUC/SP.

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