R. Antônio de Barros, 2391 - São Paulo/SP
(11) 2925-5653
alimentacao e desenvolvimento emocional

ALIMENTAÇÃO X DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

Em outro post falamos sobre alguns aspectos que ajudam os pequenos na criação do hábito de se alimentar, de estar na mesa com a família durante a refeição, experimentar sabores e texturas diferentes. Conversamos também sobre a alimentação no processo de desenvolvimento da linguagem e hoje, vamos falar sobre a alimentação no processo de desenvolvimento emocional das crianças.

Na intenção de ajudar as crianças na construção desses hábitos alimentares, escolhemos os alimentos e a quantidade que elas vão comer. Se nosso objetivo é vê-las comendo para ser saudável, é importante considerarmos uma regra básica para as refeição das crianças: nós selecionamos os alimentos que comem e elas escolhem o quanto irão comer.

Isso porque todos nós nascemos com sensações internas que nos dizem o quanto precisamos de comida. E, quando nós adultos ficamos no “come só mais um pouquinho, está acabando”, confundimos essa capacidade inata das crianças de regular a sua fome, sede e saciedade.

Respeitando esse limite interno, damos às crianças uma sensação de controle e responsabilidade sobre sua alimentação. Elas precisam se sentir envolvidas para que sua motivação seja maior. Isso gera autonomia, eleva sua auto estima, previne os distúrbios alimentares e também diminui os conflitos na hora da refeição.

Algumas crianças ficam tão entretidas brincando que acabam ignorando o sinal da fome. Até que chega um momento que começam a agir de maneira irritadiça, agressiva e querem comer imediatamente.

Além da importância dos lanches saudáveis entre as principais refeições, vale lembrar que as crianças não precisam receber tudo de imediato, mas necessitam saber, rapidamente, que nós já as ouvimos. Quando não respondemos ou punimos, elas choram de raiva e se retraem, o que pode atrapalhar todo o processo de aprendizado dos limites, da espera e da percepção de que existem outras necessidade além dos desejos da criança.

Com menos de 2 anos elas ainda não entendem a idéia de futuro quando dizemos “Em 10 minutos o almoço está pronto”. Mesmo quando entendem podem solicitar nossa atenção de diversas formas, o que pode ser bastante exaustivo. Por isso, as interações rápidas são eficazes e possibilitam que a criança aprenda com a frustração. Oferecer uma cenoura antes do almoço, algo para fazer perto de você ou um pouco de atenção podem evitar essa desestabilização emocional.

Outro ponto comum nessa relação com os alimentos é que a maioria das crianças passam por uma fase exigente em que selecionam os alimentos que querem comer. Uma resposta natural depois de um novo alimento ser apresentado. Essa resistência é um mecanismo de defesa que ativa o nojo e envia mensagens ao cérebro para comer apenas alimentos familiares porque alimentos desconhecidos podem ser venenosos. Então, assim que se familiarizar, as coisas tendem a seguir em frente.

Essas informações nos ajudam a cuidar para não cair em armadilhas que resultam no fazer uma comida especial para a criança e outra para o restante da família ou oferecer somente o que a criança come. Essa fase vai passar e o tempo de duração da resistência depende mais de nós do que das crianças. A coerência e constância como vamos conduzir é que diminuem as resistências, os conflitos e gera todo esse aprendizado do novo hábito mais saudável.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

Posts Relacionados

1 comentário

Deixe uma resposta