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eu e minha mãe

AMOR DE MÃE E FILHA

Esse final de semana comemoramos o dia das mães e não teria ocasião melhor para falar sobre o tema e demonstrar minha eterna gratidão a estas mulheres que fazem da vida ser mais saborosa.

Como falo sobre diversos tipos de mãe, hoje escolhi falar de um que é especial para mim: o da minha mãe Adalgisa. Imagino que esteja se sentindo envergonhada e o meu objetivo não é esse e sim falar sobre o seu amor de mãe.

Minha mãe é uma mulher que mostra que sua fragilidade, sensibilidade e humanismo são proporcionais a sua vulnerabilidade ao erro e a sua imensa coragem diante das dificuldades.

Ela tem conhecimentos incríveis sobre culinária, medicina, decoração, jardinagem, moda, cultura e comportamento. Mesmo tendo condições e capacidade para o trabalho, optou por dedicar o seu tempo e amor à família.

A primeira lembrança que tenho de sua coragem é de quando eu e meus dois irmãos ainda era criança. Naquela época, minha mãe fazia sua segunda formação acadêmica e dividia o seu tempo em educar três filhos, administrar as tarefas da casa e de um comércio próprio com a família, cuidar-se na aparência e na saúde e ainda se dar bem com todo mundo.

Dentre todos os seus talentos, um que admiro muito e tem revelado com mais intensidade ultimamente é sua criatividade para desenvolver artesanato. Estou a dois meses do meu casamento e ela com toda sua habilidade têm personalizado alguns artigos para a festa como, por exemplo, o buquê de Santo Antônio para jogar às convidadas solteiras. O carinho é tanto que consigo percebê-lo nos mínimos detalhes de acabamento.

Ao longo da vida presenciei muitos momentos em que ela tentou, errou, sofreu e mesmo assim estava ali pronta para continuar seguindo em frente.

A minha experiência como mãe é nula e imagino que a opção em ser mãe, além de vir acompanhada de muita responsabilidade, tem muito amor envolvido para dar sem esperar nada em troca. Sim, por que muitas vezes os filhos parecerão ingratos. A mãe vai precisar de uma boa dose de autoestima para aguentar muitos desaforos e depois ouvir, acolher, aceitar, chorar depois rir, afinal se não rir de si mesma como enfrentará a vida?

Acredito que não tenha uma cartilha com atitudes certas e erradas para ser uma boa mãe e a minha não seja a única com todos estes aspectos que falo orgulhosamente. O que acredito é que assim como a minha mãe, embora em muitos momentos não tenha achado legal algumas atitudes minhas, me deu muita segurança para ser quem eu sou, muitas outras referências maternas também são assim. E esse amor nunca mudará, elas serão sempre esse amor de mãe.

É esse mesmo amor que me faz vir aqui todos os dias falar de relações que possibilitam o crescimento e a multiplicação do amor na medida certa.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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