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ANSIEDADE: A MAIOR INIMIGA DAS MÃES

Imagine uma mulher casada, com dois filhos, administradora da casa e dos cuidados com os filhos. Ela tem muito medo de não ser reconhecida como uma boa mãe, que o marido perca o interesse por ela e se apaixone por aquela amiga gostosa e que os filhos se distanciem e repitam o ano na escola.

Qual a real possibilidade que ela tem para controlar cada um desses acontecimentos? Como ela poderia de fato, evitar algum desses eventos se estiver sempre afobada, cansada e sendo enérgica a cada indício de descontrole?

Este é um breve retrato da manifestação de ansiedade na vida de uma mãe. Ela é a pior inimiga das mães por não criar soluções inteligentes e ainda potencializar o perigo, seja ele real ou imaginário.

Na tentativa de obter controle sobre as circunstâncias da vida, a mãe se antecipa a qualquer possibilidade de sofrimento e para evitá-lo constrói armadilhas emocionais que a deixarão prisioneira de si mesma. Ela imagina que pode guardar a felicidade para resgatar sua economia de bem – estar futuramente.

A mãe ansiosa está sempre rastreando cada momento como se fosse uma auditora severa, olhando cada erro cometido pelos filhos, preocupada com a hora que o marido volta pra casa e pessimista em achar que tudo acontece com ela, a ponto de bloquear o prazer e fluidez existencial alegando como desculpa ter tudo sob controle. Ela não sabe, mas suas atitudes ao invés de aproximar, afastam as pessoas. Inconscientemente, sua motivação é o poder e a tentativa de se sobrepor à realidade.

Na hora em que o filho pede para ajudar sua primeira resposta é: “Você nunca faz as coisas direito“. Essa frase é como se estivesse falando que é uma supermãe perfeita e o filho um incompetente eterno. Qual a vontade que esse filho teria de oferecer ajuda novamente? Perceberam como isso afasta?

Poderia dizer: “Que bom ter você aqui para me ajudar, assim terminamos mais rápido e passaremos mais tempo juntos”. Agindo assim é como se o filho pudesse sentir sua competência e importância na vida dela. Mesmo em situações chatas esse filho sentirá vontade de estar perto da mãe por saber que sua presença é importante para tornarem esses momentos prazerosos. Perceberam a proximidade?

Disfarçada de boa amiga, a ansiedade impede esta mulher/mãe a sentir a felicidade plena consigo mesma, com marido, filhos, família, amigos, enfim, com a vida que tem aqui agora.

Minha sugestão para esta mãe é descentralizar sua vida e permitir que as pessoas possam também lhe oferecer amor. Esse é o primeiro passo para aprender a dar e receber aquilo que é importante para cada um. Esta acaba sendo uma forma gostosa de exercitar a flexibilidade para acomodar imprevistos.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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