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AS CRIANÇAS E O ESTRESSE

Oi, gente!

Escola, natação, futebol, balé, lição de casa, provas, redes sociais, trânsito, filas, competitividade, muita ocupação e poucas horas de sono. Ufa, essas e outras atividades que fazem parte da nossa rotina são as primeiras coisas que vêem a nossa cabeça quando falamos de estresse. Como resultado desse dia a dia corrido podemos encontrar crianças, em uma grande parte do seu tempo, preocupadas, ansiosas, inseguras, ressentidas e irritadas.

É bem difícil resistir completamente aos estímulos sedutores da nossa cultura, mas nosso trabalho como educadores é cuidar pelo bem-estar dos pequenos e nós precisamos lidar com a dura verdade que muitas coisas da nossa vida podem ser prejudiciais para o desenvolvimento emocional e intelectual das crianças.

Muitas vezes não percebemos que a rotina ou disciplina está confusa, que há recorrentes brigas na família, que tem um excesso de responsabilidade, atividade e expectativas que envolvem a vida da criança e que nós também estamos freqüentemente estressados, correndo e em estado de alerta.

Isso tudo pode deixar os pequenos no mesmo estado que nós, o que nem sempre é ruim, pois o estresse nos prepara para enfrentar os perigos da vida. O ponto é que um adulto emocionalmente saudável consegue retornar rapidamente ao seu estado normal após um momento de tensão. Já as crianças, por estarem em desenvolvimento, podem entrar em um ciclo vicioso de desequilíbrio, ficando cada vez mais adaptadas a este estado de estresse, que passa a ser seu estado natural de viver.

Crianças com um alto nível de timidez, medo de errar e desejo de agradar também podem desenvolver o estresse na infância.

Quando elas ficam com esse sistema de defesa ligado constantemente podem ter dificuldade em regular suas emoções e afetar áreas importantes do cérebro como a atenção e a memória.

Nem sempre é possível evitar que as crianças passem por situações tensas, então, o nosso desafio é ficar atento aos sinais físicos e psicológicos que os pequenos manifestam e assim ajudá-los a criar recursos para entenderem que é possível se recuperar depois de viver uma grande tensão.

Há várias mudanças no comportamento infantil que podem sinalizar que as crianças estão sendo afetadas pelo estresse como, ficar agressivo, de mau humor, triste, angustiado, cansado, ter sono agitado e voltar a fazer xixi na cama. Além disso, podem aparecer sintomas físicos como as dores musculares, no estômago, herpes, prisão de ventre ou diarréia.

Uma das maneiras de ajudarmos os pequenos é sermos a referência, compartilhar como a gente se sente e como resolvemos uma situação tensa. Por exemplo, estamos passeando no parque e percebemos um cachorro vindo na nossa direção. Falar que também ficamos com medo do cachorro nos morder, mas continuamos o nosso percurso, pode fazer com que a criança compreenda que se nós temos medo e conseguimos lidar com isso, ela também consegue.

Outro ponto importante é desacelerar nosso ritmo de vida e equilibrar o tempo para fazer um pouco de cada coisa necessária no dia, mas também priorizar o lazer. Criar momentos de tranqüilidade, relaxamento e prazer ajudam a diminuir a tensão dessa rotina, aumentando a confiança e segurança que as crianças precisam para equilibrar suas emoções.

O nosso acolhimento e a nossa parceria nesses momentos vão ajudar as crianças a identificar, enfrentar os desafios e a criar um novo jeito de lidar com as experiências de estresse que vão surgir ao longo da vida.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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