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briga entre criancas

BRIGA ENTRE CRIANÇAS

É muito legal perceber a relação das crianças surgindo e se estabelecendo, mas nesse percurso muitas vezes encontramos alguns desafios. Ao atravessarem a infância, surgem convites para o embate, confronto e momentos desafiadores entre as crianças. Brigam pelo mesmo brinquedo, discutem as regras do jogo, demonstram ciúmes e muitas vezes trocam mordidas e pontapés.

Esses confrontos são naturais para que as crianças encontrem soluções para lidar com as dificuldades dos relacionamentos, mesmo que sejam pontuais. É um exercício muito rico e importante para desenvolver a interação, o autoconhecimento e a autonomia dos pequenos.

O grande desafio aparece quando as crianças brigam e trocam agressões verbais e ou físicas. Muitas vezes, essa é a forma dos pequenos pedirem ajuda. Esse pedido acontece porque as crianças vivem o processo de individualização, então surge a necessidade de se perceber único para si mesmo e para as pessoas significativas para elas.

Nosso desafio é garantir que a criança tenha o espaço dela. Na comodidade do dia a dia andamos sempre em grupos, fazendo as mesmas coisas ao mesmo tempo, na família e fora dela. Isso dificulta, a percepção das crianças de ter seu espaço legitimado.

Podemos transformar essa realidade começando com uma conversa sincera com os pequenos. Falar de maneira clara e objetiva, descrevendo o que pensamos e sentimos quando a criança desrespeita outra pessoa. Deixar que a criança também fale sobre seus motivos e sentimentos ao agir daquela forma. Conversar sobre maneiras que gostariam de ser tratados naquela situação e como poderiam se comportar na próxima vez que ela acontecer. Fazer um grande convite para que a criança tente transformar sua atitude e que ela pode contar com a sua ajuda.

Essa conversa é importante para que a criança possa entender o quanto suas reações podem impactar nas relações com os amiguinhos, primos e familiares.

Quando a criança tem seu lugar garantido e legitimado, ela se percebe especial, única e valorizada. Então, quando receber esse nosso acompanhamento em momentos exclusivos com ela, a tendência é que os convites para o existir de maneira agressiva, desapareçam.

Nosso olhar vai fazer toda a diferença para garantir aos pequenos esse sentimento de pertencimento ao mundo, a tranquilidade e o entendimento de que seu espaço está preservado e que a existência do amigo, primo e irmão em nada muda o amor que sentimos por ele, é apenas mais uma pessoa para dar e receber amor.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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