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CHUPETA, MAMADEIRA E DEDO: APOIO EMOCIONAL

Quando o bebê nasce sua energia vital se concentra em algumas partes do corpo com a função de intermediar as relações internas e externas.

Inicialmente, essa energia se manifesta na região da boca, principalmente através da sucção. A criança leva os objetos para a boca na intenção de conhecer o mundo, sugando seu gosto e recebendo as informações que precisa para descobrir os diferentes sabores que cada coisa tem. Esses objetos funcionam como uma ponte de transição para lugares desconhecidos.

Assim como a amamentação, a sucção é uma fonte de prazer e gratificação. Toda fonte de prazer gera relaxamento psíquico e para descobrir como proporcionar tranquilidade ao filho, os pais buscam todo o tipo de apoio emocional até que pare de chorar.

A ansiedade e nervosismo revelam a dificuldade em lidar com o choro da criança. Nesses momentos os adultos dão brinquedos, paninho, chupeta, celular, tablet, entre outros recursos potencialmente tranquilizadores. Passam a usá-los frequentemente para resolver toda e qualquer situação de ansiedade e angústia da criança e muitas vezes deles mesmos.

Se ao término da amamentação ou para interrompê-la, a mãe usa a chupeta, estará substituindo sua presença física, a atenção, o carinho, a conversa e intimidade com o filho.

No seu desenvolvimento o bebê, a criança, o adolescente e depois o adulto, terá dificuldade em conhecer possibilidades para enfrentar obstáculos e frustrações.

Por não ter experimentado maneiras diferentes de lidar com seus sentimentos, vivenciando ao longo da vida uma dependência emocional de objetos eleitos para facilitar o trânsito entre uma realidade e outra, toda vez que perder a força, buscará uma nova fonte mais eficiente de algo que lhe dê a sensação tranquilizadora inicial.

Caso a necessidade da chupeta, mamadeira ou dedo se prolongue para além dos 2 anos de idade é importante conversar com a criança e tentar entender por que ela precisa deste objeto. Pode ser que esteja buscando algum tipo de apoio emocional desconhecido e que deve-se compreender para então ajudá-la.

Desprender-se de objetos ou atitudes que se fixam insistentemente é tarefa difícil para muitas crianças e pais.

Acompanhar esse movimento da criança mostrando novas perspectivas para que ela seja sua própria fonte de energia, ajuda na ressignificação do objeto transicional e auxilia o desenvolvimento da fala, da coordenação motora, cognitiva e da vontade de se relacionar com o mundo que a cerca de maneira mais consciente e segura.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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