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CRIANÇAS E A MESADA

A educação financeira também é um processo que está associado à questões comportamentais e emocionais. Por isso, podemos ensiná-la ainda que, simbolicamente (guardando as moedas), com crianças a partir dos 2 anos de idade. Assim, ajudamos os pequenos a terem uma relação harmônica com o universo das finanças, além de ser uma forma de se organizar e se responsabilizar através de algo mensurável, o dinheiro.

Se você é do tipo de pai que quer dar mesada ao seu filho, acredito na validade desta ação quando feita com consciência por vocês dois.

Em primeiro lugar deve ficar claro a origem e o destino do dinheiro.

Quando os pais explicam que os recursos financeiros da família são gerados a partir do trabalho, mostram ao filho que existe um tempo de espera entre a ação e a recompensa e impedem que ele apareça em casa com dinheiro ou objetos que não são seus, estão demonstrando de que forma o dinheiro deve ser usado, transmitem o valor que ele tem e a importância da administração dele.

Cuidado, se o seu filho te questiona “isto dá para comprar chiclete?”, pode ser que ele ainda não tenha noção de valor e precisa ser ensinado antes de receber uma quantia maior de dinheiro.

A partir dos 6/7 anos as crianças já conhecem as operações matemáticas, porém administrar um valor total ao longo dos 30 dias do mês, pode ser uma tarefa difícil para os iniciantes. Então, podemos começar com a “semanada”, direcionando uma pequena quantia para o lanche da escola a cada nova semana do mês. Se a criança não gastar todo o dinheiro com alimento, o troco pode ficar para o lanche do dia seguinte, ir para o cofre ou ser devolvido aos pais. Nesse bate papo, estimulamos as crianças a pensarem o que farão com o dinheiro, avaliar custo-beneficio daquilo que querem comprar, criar o senso de consumo consciente e a capacidade de esperar para comprar aquilo que tem um valor maior.

Fique atento ao desvio de dinheiro. Neste começo de vida financeira, as crianças tendem a gastar o dinheiro do lanche com brinquedos de baixo custo. Este é o momento de ensiná-la sobre a administração financeira. Ela tem a responsabilidade de administrar bem e se não cuidá-lo, a consequência é ficar sem o dinheiro e levar lanche de casa. Na semana seguinte, combine com ela novamente como deve ser usado o dinheiro e veja como ela se comporta.

Após o aprendizado, dê a oportunidade para o seu filho fazer suas escolhas financeiras através dos erros e acertos.

Comprar fiado na lanchonete da escola pode parecer confortável para os pais, pois pagam apenas uma vez aquilo que o filho consumiu durante todo o mês. No sentido educativo, vale mais dar o dinheiro diariamente para que a criança aprenda a administrar com a moeda do que ter uma conta sem limites na cantina.

Outro ponto que vale ressaltar são os encontros familiares com o consumo. Por exemplo, para ter momentos de proximidade com os filhos, os pais costumam passear no shopping e comprar excessivamente coisas para o filho. Cuidem para o consumo exagerado, não incentivar o “ter” como forma de status superior ao “ser”.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

25 de julho de 2013
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