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DESENVOLVENDO A COOPERAÇÃO NAS CRIANÇAS

Algumas mães se queixam da sobrecarga, principalmente, nas tarefas domésticas. Os momentos entre pais e filhos dentro de casa são ótimos para construir a base para uma família onde todos participem e sejam cooperativos.

Arrumar a cama, organizar a roupa, entre outras tarefas domésticas, tornam-se ferramentas que suprem algumas necessidades dos filhos de atenção e informação. Também oferecem a sensação de participação, inclusão e autonomia, tão necessárias para o desenvolvimento dos pequenos.

Porém, algumas crianças reagem mal quando interrompemos um momento que estão tendo algum prazer, como em uma brincadeira e pedimos para arrumar a cama. Mas, quando recebem esse corte de forma harmoniosa, com uma previsão de quando poderá voltar a viver aquele momento gostoso novamente, elas dão conta de parar a brincadeira e arrumar a cama com mais tranquilidade. Isso acontece por que conduzimos a criança com leveza para o próximo momento, garantindo que a brincadeira poderá seguir depois.

A disposição para essas vivências em família, abre espaço para que pais e filhos possam ouvir uns aos outros e a si mesmos. Essa comunicação é essencial para alcançar a cooperação e harmonia em atividades rotineiras. Esses momentos de execução das tarefas podem ser aproveitados para as conversas sobre novidades, planos para o futuro, mudança na rotina e dificuldades.

Fazer destas ocasiões, algo prazeroso e divertido, dá um ar otimista e positivo quando surgirem problemas a serem resolvidos. Então, ao invés de gastar energia nomeando culpados, todos constroem juntos o hábito de trabalhar em equipe ao compartilhar idéias, pensamentos, sentimentos e respeito um com o outro.

Essa conexão entre os membros da família, cria um ambiente leve, descontraído e estimulador de idéias, negociações e hipóteses solucionadoras para os problemas de forma criativa e dinâmica. Todos se sentem incluídos e envolvidos nas decisões familiares, o que faz com que os filhos se tornem mais cooperativos quando precisar fazer alguma mudança ou combinado.

Além disso, é muito importante que os pais tenham momentos de diversão e participação nas brincadeiras com as crianças. Participar não significa sentar ao lado do filho, enquanto ele brinca. É conversar, inventar, criar, relembrar, ensinar brincadeiras, jogos e estar junto construindo idéias em grupo. É essa participação que viabiliza a construção e a garantia do vínculo afetivo com a família para a vida toda.

O tempo (30 minutos por dia ou 1 hora por semana) pouco importa, mas a disponibilidade com os filhos precisa acontecer com essa qualidade em que a energia dos pais fique totalmente direcionada para a construção desse vinculo com as pessoas que mais amam.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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