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medo

ESPANTA MEDO

Lucas é um garoto de 7 anos que sente muitos medos. Assim como ele, outras crianças manifestam suas inquietações em diversas situações da vida. Como podemos ajudá-las a viver essa emoção tão importante para a nossa sobrevivência, sem que ela nos paralise?

Ao longo do processo de psicoterapia com Lucas, realizamos muitas atividades. Conversamos sobre emoções como a raiva, amor, alegria, tristeza e medo. Aos poucos Lucas revelava aspectos bastante significativos em relação às suas emoções, principalmente sobre o medo. Dizia o quanto era ruim a hora de dormir. Todas as noites o medo tomava conta de seus pensamentos, fazendo com que ele usasse o lençol, cobertor e travesseiros para se proteger. Demonstrava dificuldade para definir ao certo do que tinha medo, dizia que ouvia barulhos e imaginava que era algum ladrão querendo invadir sua casa.

Aos poucos fomos pensando juntos o que poderia ser feito para espantar esse medo e todas as sensações que ele causa: batimentos cardíacos acelerados, suor, respiração ofegante, tremores e um estado de alerta que não o deixava dormir, interferindo em toda sua rotina do dia seguinte.

Lucas lembrou-se que todas as vezes que os mosquitos apareciam, sua mãe usava um spray para espantá-los. Essa lembrança somada a toda sua capacidade criativa, deram origem à um produto semelhante ao inseticida de mosquito: o ISPAN MEDO (nome do produto criado por Lucas para espantar o medo).

Primeiro pensamos em um frasco para armazenar o liquido que seria espirrado para que o medo se sentisse ameaçado e fosse embora. Então, optamos por um borrifador de água. Depois pensamos e escolhemos em ingredientes eficientes para espantar o medo. Pegamos um punhado de purpurina branca para representar a amizade, um punhado de purpurina verde para a coragem, algumas estrelinhas coloridas para a alegria e a água para trazer a paz. Para finalizar, usamos recortes de papel, adesivos, cola colorida e canetinha para colar o rótulo na embalagem, identificando o nome do produto e os ingredientes.

Nos encontros seguintes, Lucas percebeu o quanto seus pensamentos iam de encontro com esse medo. Então, toda aquela energia que contraia, fechava, isolava, escondia e fazia o mal, foi sendo transformada de maneira natural. A entrega  e a confiança de que tudo daria certo, abriram espaço para a libertação, o compartilhar e o curar. O livre arbítrio foi permitindo que Lucas pudesse escolher que emoção poderia ser mais forte dentro dele nesses momentos de tensão. O medo aos poucos foi ficando pequeno, deixando que o amor fosse aparecendo.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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