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Eu sou assim!

"EU SOU UM LIXO DE MÃE"

Outro dia ouvi essa frase de uma mãe. Quando ouço frases como esta, penso, será que é somente este aspecto da vida da pessoa que está ruim?

O mais intrigante é desqualificar seu papel de mãe como se fosse outra coisa que não ela mesma enquanto ser humano.

Parece que identificar esta característica está distante da sucessão de escolhas erradas, ou a falta delas, no dia a dia. Sentir-se um lixo é uma realidade dolorosa, mas é consequência de ter se posicionado em lugares ruins e prejudiciais para si mesma.

Quando relata suas crises de raiva ao negligenciar os cuidados com o filho, mostra a vulnerabilidade do que sente de forma corajosa, mas pouco afetiva.

Sua comunicação com o mundo tem um tom raivoso e está mais voltada para sair como vitoriosa da conversa, do que para evidenciar sua realidade emocional presente.

Na realidade ela se sente machucada enquanto pessoa, pouco valorizada e reconhecida em suas múltiplas tarefas de esposa, mãe e profissional.

Como não consegue expressar suas emoções mais difíceis, se defende atacando o outro.

Na tentativa de se defender, ao invés de adotar uma postura para se conectar intimamente e se aproximar das pessoas, acaba ferindo com culpas, acusações e reclamações.

Consequentemente, cria um distanciamento consigo e com os outros, suas emoções viram ruínas dentro de si, abrindo espaço para se tornar uma pessoa tóxica como o lixo.

Uma saída é se comunicar a partir de suas fragilidades sem precisar assumir dramatizações, agressividade e comportamento estereotipado.

O treino é diário e deve começar consigo mesma. Por exemplo, substituir a autoacusação ou o dedo apontado para o outro por fala em primeira pessoa, comunicando um sentimento associado a uma situação incômoda.

O que afasta: “Eu sou um lixo de mãe.”

O que aproxima: “Eu me sinto triste quando percebo que falho nas minhas tentativas de ser a melhor mãe para o nosso filho. Por isso, preciso da sua ajuda como pai para juntos encontrarmos caminhos melhores na educação dele”.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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