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“MÃE, MEU PIPI TÁ DANÇANDO!”

Dias atrás estava em atendimento com uma mãe que contava sobre as descobertas do filho pequeno. Após descrever os fatos, acabou percebendo que ela também estava descobrindo muito sobre si mesma.

A história foi assim: enquanto a mãe enxugava o filho de 7 anos, ele dizia: “mãe, meu pipi está dançando!” A mãe conversando com os seus pensamentos: “E agora, o que falo pra ele? Falo que está excitado por eu estar manipulando seu “pipi”?” Com medo de errar na resposta, preferiu não responder e apressar a troca de roupa.

Assim como esta mãe, muitas outras não sabem que a educação sexual deve começar cedo. Ao contrário do que se imagina a informação não influencia a atividade sexual e sim a conscientização de cada aspecto biológico e emocional que envolve a sexualidade.

O corpo humano tem vocação instintiva para o prazer. A sexualidade é um desejo fundamental do ser humano que ocupa lugar central em nossa condição existencial. Ela se manifesta de acordo com 3 dimensões básicas: biológica, psicológica e cultural.

A dimensão biológica corresponde aos nossos impulsos sexuais de procriação e herança genética, determinados por processos fisiológicos, cerebrais e hormonais. Já as dimensões psicológicas e culturais correspondem à condição subjetiva de prazer que a vida sexual pode nos proporcionar.

Na prática, a vida sexual está vinculada ao desenvolvimento emocional e aos símbolos culturais que geram as fantasias e práticas sexuais de cada um de nós. E a forma como nos relacionamos com a sexualidade reflete muito na forma como nos relacionamos com a nossa existência no mundo. Por vezes mais fantasiosa que real.

A curiosidade é natural e cada faixa etária vai se interessar por um tipo de informação. Então, quanto mais os pais conhecerem do assunto, mais fácil ficará a comunicação com o filho para falar sobre questões tão íntimas.

Em muitos momentos a situação é desconfortável para os pais que tiveram a educação de que é feio falar sobre sexualidade e sexo.

O ponto mais importante é não julgar os atos infantis com olhos de adulto. A criança não faz nenhuma associação com o sexo em si, ela apenas sente prazer com a ingenuidade de uma criança, o resto é conteúdo da sua fantasia de adulto.

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