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palavrão

O QUE FAZER QUANDO SEU FILHO FALA PALAVRÃO?

Muitas crianças quando começam a falar acabam aprendendo algum palavrão. O ponto é que ele escapa sem querer e nem sempre é aprendido em casa, mas na escola, no parque ou qualquer outro lugar de convivência da criança.

É comum que ao aprender uma nova palavra a criança queira repeti-la algumas vezes, então tudo o que falamos deve ser cuidado para que os pequenos não aprendam a se expressar de forma inadequada.

Mesmo que seja falado em tom de brincadeira, os palavrões na maioria das vezes surgem com uma ofensa e/ou desrespeito. E quando eles saem da nossa boca, as crianças entendem que podem reproduzi-los também, pois somos o principal exemplo de conduta para elas.

O que podemos fazer é entender o que representa aquela palavra que a criança está dizendo. Ela vem para acompanhar um sentimento intenso de raiva ou aparece como uma palavra solta que a criança não sabe o significado e apenas repetiu?

Repreender sem entender esse processo funciona apenas como um “tampão de emoções”. Assim, a criança não aprende sobre o que está pensando, falando, sentindo e nem o que fazer quando essas emoções aparecem. O resultado é a criança ter cada vez mais dificuldade para organizar seus pensamentos, falar e agir diante das situações que vive.

Podemos ajudá-las cuidando dessa compreensão, explicando que estas palavras ofendem, desrespeitam e que vocês não querem mais que isso aconteça. Pensem juntos como a criança poderia expressar aquilo que está pensando e sentindo.

Caso ela esteja imitando um palavrão que vem da família, peça a ajuda dela para avisar a pessoa que estiver falando o palavrão. Muitas vezes os pais querem interromper esse hábito, mas nem percebem que ofenderam alguém no trânsito, telefone ou assistindo um jogo de futebol. Procurem trocar o palavrão por palavras neutras, como “poxa vida”, “porcaria” ou qualquer outro termo novo que possa ser usado sempre que alguém ficar irritado. Os pequenos gostam desses desafios e acabam entrando na brincadeira do não falar o palavrão.

Durante esse treino de substituir os palavrões podem surgir frases engraçadas que as crianças inventam, como “cara de cueca”. Não há problema nisso, desde que elas entendam qual o sentido do que estão dizendo.

Ao cuidar das coisas que pensamos, sentimos e falamos, mostramos aos pequenos que podemos drenar as nossas emoções de uma maneira saudável. Isso contribui para que a criança aprenda novas formas de se expressar e fortaleça a sua maior ferramenta pessoal, que é a comunicação de um lugar de respeito, amor e consciência.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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