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POR QUE AS CRIANÇAS PERGUNTAM TANTOS PORQUÊS?

Entre 1 ano e meio e 2 anos as crianças começam a imaginar coisas sobre os acontecimentos de sua vida. Com isso, pode surgir a vontade de compartilhar o que estão vendo na sua cabeça para explorar com a gente esse universo interior em construção. Como ainda não possui palavras para isso, algumas crianças perguntam porquê atrás de porquê.

Muitas vezes a criança quer ampliar seu conhecimento e por isso é importante explicarmos o que ela tem interesse em saber. Porém, se as perguntas continuam, esse pode ser um sinal de que estamos explicando de uma maneira incompreensível ou respondemos com palavras o que deveria vir acompanhado de atitude.

Um dos principais motivos das perguntas intermináveis é a criança perceber que se insistir mais um pouco com os porquês, consegue o que quer. Para perceber esta sutil diferença, precisamos estar atentos ao tipo de comunicação da criança. Se a intenção for vencer o adulto pelo cansaço, o cenário será de batalha. O comportamento da criança logo evidencia irritação e não a curiosidade. Quando os pais acham que não foram atingidos, vão insistir na explicação e o combate nunca terá fim.

Se após muita conversa, olho no olho, acolhimento e empatia a criança insistir no confronto, é preciso que os pais também ajam, mesmo que simultaneamente, continuem falando.

Uma atitude que funciona é explicar o que está percebendo e estabelecer o limite de questões: “Filho, percebo que todas as resposta que te dou são insuficientes para você entender. Você está realmente curioso em saber sobre esse assunto ou está ignorando minhas respostas e insistindo em mais perguntas para conseguir algo que quer?” Pare, escute, pense e responda com explicações coerentes ao que está acontecendo. “Então, para encerrarmos este assunto, você pode fazer apenas mais uma pergunta”. Depois, saia do ambiente. Essa ação concretiza o que foi respondido: “Te ouvi, acolhi sua necessidade, mas o que você está querendo neste momento não é possível te oferecer”.

Se continuar no mesmo lugar, a criança entende que você está aberto às “agressões” dela.

Alguns pais apresentam dificuldade para estabelecer esses limites necessários na educação dos filhos. Talvez por uma vontade secreta em dizer “sim” e ai sem perceber algumas de suas atitudes acabam equivalendo a um “Continue insistindo que você consegue”.

É importante que nossas falas estejam alinhadas e coerentes com o que fazemos, assim geramos menos confrontos e estimulamos uma comunicação efetiva e afetiva com os pequenos. São essas pequenas ações que vão estabelecer limites adequados para que todos possam viver com qualidade.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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