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POR QUE BRIGAMOS DURANTE AS REFEIÇÕES?

Outro dia uma paciente contou suas experiências durante as refeições em família. Respirou fundo e descreveu ataques do filho adolescente que variavam de uma ironia à agressão aos pais.

Ela denunciava que o tempo de convivência familiar diminuiu e a ausência de momentos prazerosos entre eles contribuiu para a formação de ressentimento, magoa, rejeição, raiva, angustia e negligência. Então, qualquer motivo era pretexto para um atingir o outro.

Assim como a boa alimentação contribui para o funcionamento adequado do corpo, a boa convivência familiar é o melhor alimento da autoestima e é o que permite fazer a manutenção nas nossas relações sociais. Por que não combinar esses dois benefícios dando maior importância à companhia da família e ao papo que rola solto do que à refeição propriamente dita?

Mesmo quando um dos membros da família não tem fome, não precisa comer, mas aproveitar o momento. Cada pessoa poderia contar como foi seu dia, trocar ideias, opiniões de fatos do cotidiano, respeitando as diferenças. Enfim, qualquer coisa que contemple a troca genuína entre todos os participantes. A condição principal é um clima agradável. Existem outros momentos mais apropriados para reclamar do patrão, fazer uma cobrança ou conversar sobre assuntos que possam constranger, depreciar ou ridicularizar alguém.

Durante as refeições, a presença física e emocional é muito importante. O pai precisa deixar seus relatórios de lado, a mãe preocupar-se menos se todos estão se alimentando bem e o filho desconectar das redes sociais, a não ser que usem esses recursos para atualizar os outros integrantes da família.

Depois da refeição, faz-se um mutirão de retirada dos utensílios da mesa com a participação de todos. As crianças mais novas também podem ajudar a levar sua colher e prato para a pia e lavá-la. Dividindo tarefas, ninguém fica sobrecarregado, finalizam a organização da mesa/cozinha/sala mais rápido e podem curtir outros momentos de lazer.

O espírito de equipe se configura nessas reuniões e dá a cada um a sensação de ter alimentado a alma também. Cuidar desse momento e fazer com que seja uma rica oportunidade de encontro faz com que todos sintam interesse, orgulho e bem-estar de pertencer a um grupo em que todos participam e cuidam um do outro.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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