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POR QUE DEVEMOS FALAR SOBRE SEXUALIDADE COM AS CRIANÇAS?

As crianças têm cada vez mais acesso a todo tipo de informação, seja através da televisão, celular, tablet, redes sociais, livros ou ao ouvir uma conversa de adultos. A curiosidade é natural também em relação a sexualidade e para esclarecer suas duvidas é comum que procurem as pessoas que mais confiam: a mãe e o pai. O assunto pode aparecer a qualquer momento, não existe uma idade ideal para falar sobre sexualidade e vale a pena estarmos preparados, assim garantimos a qualidade da informação baseada nos valores que queremos passar para as crianças.

Quando digo que não existe idade ideal não significa que devemos ligar a televisão em uma programação com classificação para maiores de 18 anos. Mas, a conversa sobre a sexualidade pode acontecer sempre que surgir uma oportunidade. Por exemplo, diante de um beijo da novela a criança tampa os olhos com as mãos. Mudar de canal, dizer que é feio ou concordar com a criança que diz que é nojento, tem pouca funcionalidade e conta da nossa dificuldade em falar sobre o tema.

Sem perceber, muitos pais fogem de determinados assuntos e esperam que os filhos os procurem para conversar sobre isso quando tiverem duvidas. O clima de naturalidade ao falar do beijo, do corpo pelado, da cena de sexo traz a confiança necessária para que as crianças possam questionar e a conversa fluir.

Não precisamos saber todas as respostas das duvidas das crianças e quando isso acontecer podemos pesquisar juntos ou separados e depois retomar o assunto. É importante não deixarmos uma pergunta sem resposta. Lembre-se, a criança é curiosa e pode buscar a resposta em outra fonte, como a internet, e daí não poderemos garantir a qualidade da informação.

Gosto muito de contar a historia do amor para que as crianças entendam qual o sentido prático que envolve a sexualidade. Podemos contar que duas pessoas quando estão apaixonadas, querem ficar juntas a maior parte do tempo. Então, aos poucos vão querendo ficar mais juntas e, por isso, podem querer andar de mãos dadas, se beijar, se abraçar e fazer sexo. Isso tudo acontece, porque as duas pessoas se gostam, se respeitam e querem tocar uma a outra. Em um contexto que não seja o de intimidade e querer das duas pessoas, o toque e a nudez, não podem acontecer. Mesmo que alguém ofereça algo que a criança gosta muito, como um doce ou tenha alguma outra condição para essa relação de intimidade acontecer, ela não pode fazer nada, porque não existe amor reciproco, vontade das duas pessoas em estar junto. O amor é incondicional, é respeitoso e quando isso não acontece, é porque é outra coisa, mas não é amor.

Ao sairmos desse ponto de partida ensinamos que a base de todas as relações é o amor e o respeito. Assim, também ajudamos a evitar que a pedofilia e os abusos (físico, psicológico e moral) tenham espaço para acontecer e assim as crianças aprendem a cuidar dos seus sentimentos, seu corpo e respeitar o sentimento e corpo das outras pessoas.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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2 comments

[…] aparecer e ser um assunto bastante difícil de ser conversado entre muitas famílias. Já vimos AQUI a importância de falar sobre sexualidade com as crianças e hoje vamos ver um pouco mais sobre […]

Edinéia Buorscheit Torres de Oliveira

Gostei muito das suas postagens Flávia! Da sua forma natural e amorosa de lidar com situações complicadas e até veladas de nossa sociedade e mundo infantil.
Também sou psicóloga e mi identifiquei com sua dor na de pensar e trabalhar.
Parei para deixar meu abraço e o convite de uma amizade.
Grande abraço.
“Com amor ”
Edinéia Buorscheit Torres de Oliveira.

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