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SEPARAÇÃO: QUEM É O CULPADO?

Há muitos casais que vivem conflitos conjugais que se arrastam por anos. Quando restam conflitos mal resolvidos mesmo depois da separação, devem tomar cuidado para não colocar o filho no papel de árbitro, prêmio ou culpado.

Em algumas famílias, o pai ou a mãe constrói dentro da criança uma imagem deturpada do ex-parceiro e isso pode influenciar para que o filho se negue a ter qualquer tipo de relação com aquele que for acusado. Quando um dos pais é massacrado (justa ou injustamente) pelo outro, o filho se torna uma pessoa insegura e com maus sentimentos dentro de si.

Em outros casos o filho representa o prêmio para aquele que fica com a guarda. Um exemplo é a mãe que recebe a pensão todo mês no mesmo dia, quando atrasa um ou dois dias, diz para o pai que não deixará ver o filho enquanto não for quitada a pensão.

O divórcio dos pais pode desencadear algumas fantasias no filho. Ele pode pensar que a separação aconteceu por que ele falou ou fez algo de errado, ou ainda pensar que se os pais deixaram de se amar, podem não amá-lo também.

Todas as fantasias deixam o filho mais ansioso, podendo reagir aos eventos da vida com agressividade, birra, tristeza profunda, desinteresse ou regredindo a estágios de vida anterior (ex: chupar o dedo).

Do mesmo modo que o filho sente culpa, os pais também podem se sentir culpados pelo sofrimento do filho, manifestando sem perceber, atitudes compensatórias (deixar a criança fazer tudo o que tem vontade para poupá-la de sofrimento). É como se tivessem que suprir a ausência do outro sendo mãe e pai ao mesmo tempo.

Para que o processo de separação aconteça de forma tranquila é importante que os pais escolham o caminho da verdade em que os filhos estejam de fora dos problemas que não são deles.

É importante ter maturidade, sabendo separar a magoa com a situação conjugal da história que tem com o filho.

Os dois são responsáveis pelo fim da relação e encarar que tem um filho juntos não é uma tentativa de apagar o que o casal fez, mas abrir espaço para que o filho se relacione com o pai e a mãe de forma genuína.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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