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CRIANÇA-FALANDO

SERÁ QUE É GAGUEIRA?

Muitos pais chegam ao consultório com a preocupação “será que a gagueira do meu filho pode se tornar permanente?”. Trazem queixas de que há dias em que os bloqueios e hesitações parecem ainda piores e demonstram-se bastante angustiados com a possibilidade de seu filho estar apresentando dificuldades para falar.

É comum os pais apresentarem dúvidas em relação aos possíveis sintomas da gagueira propriamente dita daquelas que são comuns e esperadas no decorrer do processo de aquisição de linguagem.

Isso acontece porque entre 2 e 4 anos as crianças utilizam um tempo maior para começar a falar, param no meio da frase, prolongam ou repetem sons. Nessa idade, elas ainda estão adquirindo linguagem; ainda buscam palavras adequadas em um léxico restrito, com o desejo de construir frases e de se comunicar de maneira mais efetiva. Esse processo exige prontidão para desenvolver vocabulário e organizar sentenças, sendo bastante comum, então, o aparecimento do que chamamos de disfluência infantil.

A tendência de tal disfluência é desaparecer durante a infância, conforme a linguagem vai se desenvolvendo. Contudo, em alguns casos, sendo estes uma minoria, a disfluência pode se estabelecer e gerar sofrimentos para aquele pequeno sujeito falante.

Geralmente, a criança reconhece sua “gagueira” e, muitas vezes, se fecha para comunicar-se com medo de expressá-la, de ser notada e criticada. Por isso, é fundamental que os pais e seus interlocutores dêem espaço para as crianças na hora de falar. Muitas vezes, elas precisam ser escutadas e necessitam de um tempo mais longo para falar.

Outra dica importante é que se evite que todos falem ao mesmo tempo, mas também não devem ficar em silêncio, esperando a criança falar. Esse comportamento pode intimidar e retrair a criança.

Nesse período, os pais precisam encontrar uma conduta ideal diante da fala de seus filhos. Lembrando que esta deve ser acolhedora. As crianças precisam ser  compreendidas em relação às suas dificuldades e os pais, por sua vez, devem fortalecer a percepção e a identificação da criança com uma fala fluente.

Até a próxima!!

Flávia Cardoso,

Fonoaudióloga, mestre e especialista em linguagem pela PUC/SP.

Email para contato: [email protected]

17 de fevereiro de 2015

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