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ter ou não ter filho

A ESCOLHA DE TER OU NÃO TER FILHOS

Semanas atrás este foi o tema de um forte veiculo de comunicação impressa no Brasil.

Imagino que muitos pais sentiram-se feridos ao se deparar com a possibilidade de escassez da função materna e paterna.

Sabem o meu carinho especial por todos os assuntos que envolvem o papel de mãe, pai e filhos. Curiosa que sou, resolvi aproveitar a matéria para visitar a outra extremidade desta escolha tão significante na vida das pessoas.

Historicamente, a mulher só não tinha filhos quando não se casava ou sofria algum problema biológico. Não era uma fonte de questionamento pela dificuldade de controle da gravidez e pela ideia de completude feminina transmitida culturalmente.

Fomos criados em um mundo que o correto é deixar herdeiros lindos, ricos e felizes por aqui. E quem não seguir o caminho do nascer, procriar e morrer será menos humano?

Notei algumas impressões que as pessoas transmitem diante daquela pessoa que escolhe não ter filho:

Olhar indignado – como uma pessoa pode ser tão cruel de não gostar de criança?

Olhar piedoso – coitada, não pode ter filhos.

Olhar de superioridade – que egoísta, só pensa em seus desejos pessoais.

Olhar casamenteiro – essa ficou pra titia, vou apresentar meu amigo pra ela.

Sim, muitos casais decidem não ter filhos para ter mais tempo para si e para realizar seus projetos pessoais. Da mesma forma que tantos outros casais pretendem ter filhos por acreditar que é isso que dá sentido a vida, tranquiliza a alma e causa segurança saber que pode contar com a companhia da família.

Não convém classificarmos condutas que estão em desacordo com os nossos pontos de vista. Cuidar de si e dos próprios interesses é saudável também.

O ponto não é levantar a bandeira de ter ou não ter filho.

A grande conquista é ter autonomia para fazer uma escolha. Qualquer que seja ela é um ato corajoso com consequências agradáveis e desagradáveis.

Abrir espaço para além das expectativas culturais é uma forma de nos libertamos a opções mais sincronizadas com nossas próprias verdades e evitarmos a infelicidade de ter elegido pelo que disseram que deveríamos fazer. Vale lembrar que a única pessoa que vai conviver com as dores e delicias das suas escolhas é você mesmo.

Com amor,

Ana Flávia Fernandes

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