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“TRANSTORNO DO DESAPARECIMENTO REPENTINO”

Reginaldo é um homem casado, com duas filhas pequenas e trabalhador. Na época em que se preparava para casar com a atual esposa, teve um relacionamento com Joana. Pouco tempo depois ficou sabendo que ela estava grávida. Quando questionada sobre a paternidade, Joana sempre respondia em tom de brincadeira, como se Reginaldo fosse o pai e finalizava com um “tudo bem, eu já assumi uma gravidez independente”. Reginaldo imaginou que não era o doador de genes, já que Joana era solteira e se relacionava com outros homens. Mas a possibilidade de ser o pai da criança lhe acompanhou por muito tempo. Tudo ia conforme planejado. Reginaldo casou-se, teve 2 filhas e depois de muito tempo essa questão lhe apareceu como um dos motivos para sentir-se deprimido diante da vida. Decidido a encarar a realidade da possível paternidade, começa sua jornada em busca da verdade. Procurou Joana e soube que ela é mãe de Beatriz, agora com 13 anos. Viveu com o padrasto (que assumiu a paternidade) e 4 irmãos, que assim como Beatriz, acham que o pai dela morreu em um acidente de carro, antes de a menina nascer. Joana se separou do padrasto e iniciou um relacionamento com outro homem que posteriormente foi morar com Joana e os filhos. Pouco tempo depois, rompeu esta relação e há alguns dias este homem e Beatriz estão desaparecidos.

Este é um recorte pequeno da vida de Reginaldo. Um homem que não tem nenhum tipo de transtorno psiquiátrico. Posso dizer que ele é uma pessoa normal, tem família, trabalho e uma vida satisfatória. Mas se eu pudesse inventar um diagnóstico, eu diria que ele sofre de Transtorno do Desaparecimento Repentino.

Esse transtorno caracteriza-se pelos seguintes sintomas:

– Passividade diante dos desafios da vida;

– Medo de tomar decisões;

– Resistência em assumir seus sentimentos de independência ou liberdade pessoal;

– Tendência a eleger a causa da sua infelicidade e felicidade às circunstâncias e/ou pessoas;

– Pensamento mágico caracterizado por fantasias sobre a vida com a ideia de que tudo se resolve com o tempo ou com diálogos intermináveis;

– Apego excessivo a algo que ocupe seu tempo mais do que deveria (trabalho, religião, lazer, pessoas);

– Dificuldade em relaxar, sentir prazer e deixar a vida seguir naturalmente sem controle ou regras excessivas.

Este é um caso que revela dois tipos de desaparecimento. O de Beatriz que desapareceu fisicamente e o de Reginaldo que também esteve “desaparecido” durante todo esse tempo e nem sabia. Hoje ele está procurando a si mesmo e a possível filha gerada 13 anos atrás.

Muitas outras pessoas já foram “diagnosticadas” como DESAPARECIDAS. Se você conhece alguém com algum desses sintomas você pode ajudar a encontrar a pessoa feliz, leve, com brilho nos olhos, cheia de vida e com amor, apesar de todos os dilemas da vida, sem que ela precise ficar desaparecida.

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